quinta-feira, 24 de maio de 2012

TEXTO 09- AS REVOLUÇÕES BURGUESAS (MODESTO FLORENZANO)


O livro como o próprio título diz refere-se às Revoluções Burguesas. Em especial a Revolução Francesa ocorrida em 1789, e a Revolução Inglesa que ocorreu em 1640.
O que o autor nos coloca é o sentido de que tanto a burguesia quanto o proletariado são duas classes revolucionárias. Mesmo a primeira sendo criticada em relação aos momentos cruciais do desenvolvimento da revolução, o autor nos diz que cada grupo, cada classe tem o seu projeto social novo, e que vai trazer a possibilidade de realização de uma nova sociedade. No caso da burguesia, o liberalismo, produzido pelos filósofos iluministas, seria o projeto, e a instauração da sociedade burguesa e capitalista, a realização.
Sobre a Revolução Francesa é sabido que não deve ser considerada uma revolução essencialmente burguesa até porque teve a existência de quatro movimentos que vão fazer com que essa Revolução atingisse o ápice. Entre esses movimentos, destacam-se a revolução aristocrática, a revolução burguesa, a revolução camponesa e uma revolução do proletariado urbano.
O que presenciamos no contexto das revoluções é que a França era predominantemente agrária e feudal. Por isso observa a existência da apropriação do trabalho produzido pelos camponeses. Isso decorre de uma estrutura cujas origens remontavam à Idade Média.
O que fez agravar a Revolução Francesa foi realmente a crise financeira que se instaurou em 1787 no qual exigiu a existência de uma reforma fiscal.
Nessa situação os banqueiros se recusavam a conceder novos créditos. Como conseqüência a classe que ia ser atingida era as classes privilegiadas, a aristocracia, por exemplo, que era um grupo de “parasitas” que provocavam gastos nesse sistema financeiro. Então toda essa situação tinha que ser reavaliada. Mas essa situação não aconteceu de forma fácil até porque esse sistema o Absolutismo recusava-se de perder os seus privilégios fiscais sem obter em troca direitos políticos sobre a conduta da monarquia.
Nesse sentido a aristocracia vai se apoderar do controle dos órgãos intermediários de poder, ao mesmo tempo em que revigorava e ampliava em suas prerrogativas frente ao poder central. Nesse ponto nenhuma decisão política podia ser executada sem a aprovação dos Parlamentos. Esta foi uma razão do fracasso de todas as tentativas de reformas empreendidas pela monarquia e seus ministros no século XVIII. A aristocracia, utilizando-se dos Parlamentos e das intrigas na Corte, fazia-as abortar.
Já a Revolução Inglesa é o encontro de três expressões que são consideradas consagradas na história: A Grande Rebelião, A Revolução Puritana e a Guerra Civil. Tratando-se da Grande Rebelião vai designar a revolta do Parlamento contra a Monarquia Absolutista. A Revolução Puritana designa os conflitos religiosos. Falar na Guerra Civil indica o confronto entre o Parlamento e a Monarquia.
Mas a principal causa fundamental para essa Revolução Inglesa foi de fato às transformações econômico-sociais desenvolvida nos séculos XV e XVI. É nesse período a existência da maior indústria têxtil da Europa. Existia assim já uma divisão do trabalho, uma espécie de especialização da mão-de-obra.
Em referência a Monarquia e ao Parlamento percebemos que a dinastia Stuart chega ao poder com uma centralização e fortalecimento do poder monárquico muito forte. Temos ainda uma igreja Reformada.
O que tornou possível através da revolução inglesa foi de fato pela primeira vez à sociedade, e dentro dela particularmente aos homens de propriedade, a conquista e o gozo da liberdade civil e política.
Através dessa liberdade que foi concebida como natural, destes direitos civis e políticos, era agora assegurada pelos próprios indivíduos que transformados em cidadãos e não mais por uma autoridade monárquica de origem divina ou humana.

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