segunda-feira, 28 de maio de 2012

TEXTO 02- AFRICANOS, “OS ESCRAVOS DE GUINÉ”


O Texto retrata o começo do volume do tráfico a partir do segundo quartel dos Quinhentos, a maioria dos escravos viam de regiões como Guiné Bissau, Senegâmbia e África Central. Como principal destino de escravos as ilhas atlânticas, Madeira e Canárias, como também a metrópole e as índias de Castela. Através desses fatos inicia-se com isso um dos mais rentáveis negócios mais rentáveis do período colonial que no caso foi a intensa acumulação de bens e troca de mercadorias nas sociedade africanas.
Apesar desse contexto que envolvia o escravo existia produtos que também foram importantes nesse período. Tais como: o ouro, o marfim da Alta Guiné, o âmbar (uma resina fóssil muito usada para a manufatura de objetos ornamentais), cera, almíscar, couro, goma arábica, noz de colo, cobre e pimenta malagueta. Entre as mercadorias européias importadas, duas tinham impacto direto na produção mercantil de escravos, que eram os escravos e as armas de fogo. Cinqüenta anos mais tarde a relação cavalo-escravo foi perdendo sua força, mas o escambo continuava e um cavalo errado podia valer de nove a quatorze escravos.

sábado, 26 de maio de 2012

TEXTO 11- A REVOLUÇÃO FRANCESA (ALBERT SOUBOUL)


O texto escrito através de uma linguagem de fácil acesso e de bom entendimento. Entender a Revolução Francesa de modo contextualizado e buscar formas desde o seu início é de grande valia.
O livro de Albert Souboul aborda a Revolução Francesa desde o inicio, desenvolver as causas e conseqüentemente os seus pré-antecedentes. A começar desenvolve o contexto das relações feudais.
Mostra que no fim do século XVIII ainda existia uma estrutura social na França de essência aristocrática.
A questão da terra ainda era fundamental e de grande apreço por parte das classes privilegiadas. O desenvolvimento do comércio ainda era vivo, a riqueza imobiliária, e através dela, dado o nascimento a uma nova classe, a burguesia, cuja admissão aos Estados gerais, desde o século XIV, lhe consagrara a importância.
Essa convocação dos Estados Gerais suscita no povo uma emoção profunda: desde então, a esperança e o medo caminharam par a par, ao ritmo da Revolução, deixando transparecer através dos acontecimentos políticos as motivações sociais que constituem sua mola essencial.



sexta-feira, 25 de maio de 2012

TEXTO 10- VERBETES POLÍTICOS DA ENCICLOPÉDIA (DIDEROT E D’ALEMBERT)


A enciclopédia visa a seleção de verbetes políticos para os estudiosos das mais diversas áreas, especialmente pessoas ligada as ciências humanas, como é o caso da Filosofia, Ciência Política e História, e de modo mais geral para aqueles que desejam conhecer um pouco melhor o pensamento de uma época que marcou indelevelmente a história cultural do Ocidente.
Desenvolvida no século XVIII por Diderot e D’ Alembert que foram responsáveis pela criação e desenvolvimento percebemos que se distanciavam de uma simples tradução da enciclopédia já existente. Vale ressaltar que foram os principais representantes do Iluminismo e tinham a oportunidade de combater as superstições e permitir o acesso de todos.
Reunindo palavras e expressões a riqueza de conhecimento que nos permite é bastante elevada. Tais palavras denotam o que se perpassavam naquela época sem esquecer que muita dessas palavras são usadas atualmente no nosso vocabulário.
Exemplificando de maneira mais clara o sentido de palavras como: Cidade, Democracia, Despotismo, entre outras.
O termo Cidade vem a supor a relação entre uma pessoa física ou um ser moral público que quer sozinho, e os seres físicos que não tem mais vontade.
A democracia vai ser umas das formas simples de governo, na qual o povo, em corpo, detém a soberania. Toda republica na qual a soberania reside nas mãos do povo é uma democracia. E se o poder soberano residir somente nas mãos de uma parte do povo tem uma aristocracia. As democracias vão elevar os espíritos, porque mostram o caminho das honras e da glória mais aberto a todos os cidadãos, mais acessível e menos limitado do que sob um governo de poucas pessoas e sob o governo de um só, nos quais mil obstáculos impedem que isto aconteça. A necessidade de constituir uma democracia é dividir o povo em certas classes, e sempre foi disto que dependeu a duração e a prosperidade da democracia.
No caso do despotismo é um governo tirânico, arbitrário e absoluto de um só homem. O principio desses estados despóticos é que um só príncipe os governe segurando sua própria vontade, não tendo absolutamente outra lei que o dirija a não ser a de seus caprichos.
Toda essa estrutura da enciclopédia nos revela contextos e significados que são validos até os dias atuais. Uma forma de conscientizar e de difundir ainda mais o conhecimento.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

TEXTO 09- AS REVOLUÇÕES BURGUESAS (MODESTO FLORENZANO)


O livro como o próprio título diz refere-se às Revoluções Burguesas. Em especial a Revolução Francesa ocorrida em 1789, e a Revolução Inglesa que ocorreu em 1640.
O que o autor nos coloca é o sentido de que tanto a burguesia quanto o proletariado são duas classes revolucionárias. Mesmo a primeira sendo criticada em relação aos momentos cruciais do desenvolvimento da revolução, o autor nos diz que cada grupo, cada classe tem o seu projeto social novo, e que vai trazer a possibilidade de realização de uma nova sociedade. No caso da burguesia, o liberalismo, produzido pelos filósofos iluministas, seria o projeto, e a instauração da sociedade burguesa e capitalista, a realização.
Sobre a Revolução Francesa é sabido que não deve ser considerada uma revolução essencialmente burguesa até porque teve a existência de quatro movimentos que vão fazer com que essa Revolução atingisse o ápice. Entre esses movimentos, destacam-se a revolução aristocrática, a revolução burguesa, a revolução camponesa e uma revolução do proletariado urbano.
O que presenciamos no contexto das revoluções é que a França era predominantemente agrária e feudal. Por isso observa a existência da apropriação do trabalho produzido pelos camponeses. Isso decorre de uma estrutura cujas origens remontavam à Idade Média.
O que fez agravar a Revolução Francesa foi realmente a crise financeira que se instaurou em 1787 no qual exigiu a existência de uma reforma fiscal.
Nessa situação os banqueiros se recusavam a conceder novos créditos. Como conseqüência a classe que ia ser atingida era as classes privilegiadas, a aristocracia, por exemplo, que era um grupo de “parasitas” que provocavam gastos nesse sistema financeiro. Então toda essa situação tinha que ser reavaliada. Mas essa situação não aconteceu de forma fácil até porque esse sistema o Absolutismo recusava-se de perder os seus privilégios fiscais sem obter em troca direitos políticos sobre a conduta da monarquia.
Nesse sentido a aristocracia vai se apoderar do controle dos órgãos intermediários de poder, ao mesmo tempo em que revigorava e ampliava em suas prerrogativas frente ao poder central. Nesse ponto nenhuma decisão política podia ser executada sem a aprovação dos Parlamentos. Esta foi uma razão do fracasso de todas as tentativas de reformas empreendidas pela monarquia e seus ministros no século XVIII. A aristocracia, utilizando-se dos Parlamentos e das intrigas na Corte, fazia-as abortar.
Já a Revolução Inglesa é o encontro de três expressões que são consideradas consagradas na história: A Grande Rebelião, A Revolução Puritana e a Guerra Civil. Tratando-se da Grande Rebelião vai designar a revolta do Parlamento contra a Monarquia Absolutista. A Revolução Puritana designa os conflitos religiosos. Falar na Guerra Civil indica o confronto entre o Parlamento e a Monarquia.
Mas a principal causa fundamental para essa Revolução Inglesa foi de fato às transformações econômico-sociais desenvolvida nos séculos XV e XVI. É nesse período a existência da maior indústria têxtil da Europa. Existia assim já uma divisão do trabalho, uma espécie de especialização da mão-de-obra.
Em referência a Monarquia e ao Parlamento percebemos que a dinastia Stuart chega ao poder com uma centralização e fortalecimento do poder monárquico muito forte. Temos ainda uma igreja Reformada.
O que tornou possível através da revolução inglesa foi de fato pela primeira vez à sociedade, e dentro dela particularmente aos homens de propriedade, a conquista e o gozo da liberdade civil e política.
Através dessa liberdade que foi concebida como natural, destes direitos civis e políticos, era agora assegurada pelos próprios indivíduos que transformados em cidadãos e não mais por uma autoridade monárquica de origem divina ou humana.

TEXTO 08- A CRISE GERAL DA ECONOMIA EUROPÉIA NO SÉCULO XVII (ERIC HOBSBAWM)


O presente texto desenvolvido por Eric Hobsbawm vai mostrar a economia européia que passou por uma crise, onde o autor vai denominar de “crise geral”, e a partir desse contexto ele nos coloca a par de todos os acontecimentos do período. De forma geral presencia o processo de ordenar provas do tema que é bastante discutido no meio acadêmico.
Primeiramente observa que a insuficiência dos equipamentos técnicos para a Revolução Industrial não pode ser explicada como causa para a crise do século XVII.
Durante a leitura do texto foi observado que apesar de certa regressão na economia européia esse não foi o motivo fundamental para o inicio da crise e sim um dos fatores que somados a outros contribuíram para a deflagração da mesma além de uma necessidade de acabar de uma vez por todas com os entraves existente que de uma forma muito acentuada ainda impediam o desenvolvimento do modo de produção capitalista.
O comércio sofreu um declínio muito grande devido à revolução sofrida pelas duas principais zonas comerciais internacionais que são o Mediterrâneo e o Báltico. Em conseqüência a queda das vendas e a diminuição dos lucros que favoreceram muito para a deflagração da crise, o modo de trabalho assalariado onde as pessoas satisfaziam suas necessidades através de sua própria produção davam um freio as idéias burguesas capitalistas que visavam altos lucros.