O livro como o próprio
título diz refere-se às Revoluções Burguesas. Em especial a Revolução Francesa
ocorrida em 1789, e a Revolução Inglesa que ocorreu em 1640.
O que o autor nos coloca é o
sentido de que tanto a burguesia quanto o proletariado são duas classes
revolucionárias. Mesmo a primeira sendo criticada em relação aos momentos
cruciais do desenvolvimento da revolução, o autor nos diz que cada grupo, cada
classe tem o seu projeto social novo, e que vai trazer a possibilidade de
realização de uma nova sociedade. No caso da burguesia, o liberalismo,
produzido pelos filósofos iluministas, seria o projeto, e a instauração da
sociedade burguesa e capitalista, a realização.
Sobre a Revolução Francesa é
sabido que não deve ser considerada uma revolução essencialmente burguesa até
porque teve a existência de quatro movimentos que vão fazer com que essa
Revolução atingisse o ápice. Entre esses movimentos, destacam-se a revolução
aristocrática, a revolução burguesa, a revolução camponesa e uma revolução do
proletariado urbano.
O que presenciamos no
contexto das revoluções é que a França era predominantemente agrária e feudal.
Por isso observa a existência da apropriação do trabalho produzido pelos
camponeses. Isso decorre de uma estrutura cujas origens remontavam à Idade
Média.
O que fez agravar a
Revolução Francesa foi realmente a crise financeira que se instaurou em 1787 no
qual exigiu a existência de uma reforma fiscal.
Nessa situação os banqueiros
se recusavam a conceder novos créditos. Como conseqüência a classe que ia ser
atingida era as classes privilegiadas, a aristocracia, por exemplo, que era um
grupo de “parasitas” que provocavam gastos nesse sistema financeiro. Então toda
essa situação tinha que ser reavaliada. Mas essa situação não aconteceu de forma
fácil até porque esse sistema o Absolutismo recusava-se de perder os seus
privilégios fiscais sem obter em troca direitos políticos sobre a conduta da
monarquia.
Nesse sentido a aristocracia
vai se apoderar do controle dos órgãos intermediários de poder, ao mesmo tempo
em que revigorava e ampliava em suas prerrogativas frente ao poder central.
Nesse ponto nenhuma decisão política podia ser executada sem a aprovação dos
Parlamentos. Esta foi uma razão do fracasso de todas as tentativas de reformas
empreendidas pela monarquia e seus ministros no século XVIII. A aristocracia,
utilizando-se dos Parlamentos e das intrigas na Corte, fazia-as abortar.
Já a Revolução Inglesa é o
encontro de três expressões que são consideradas consagradas na história: A
Grande Rebelião, A Revolução Puritana e a Guerra Civil. Tratando-se da Grande
Rebelião vai designar a revolta do Parlamento contra a Monarquia Absolutista. A
Revolução Puritana designa os conflitos religiosos. Falar na Guerra Civil
indica o confronto entre o Parlamento e a Monarquia.
Mas a principal causa
fundamental para essa Revolução Inglesa foi de fato às transformações
econômico-sociais desenvolvida nos séculos XV e XVI. É nesse período a
existência da maior indústria têxtil da Europa. Existia assim já uma divisão do
trabalho, uma espécie de especialização da mão-de-obra.
Em referência a Monarquia e
ao Parlamento percebemos que a dinastia Stuart chega ao poder com uma
centralização e fortalecimento do poder monárquico muito forte. Temos ainda uma
igreja Reformada.
O que tornou possível
através da revolução inglesa foi de fato pela primeira vez à sociedade, e
dentro dela particularmente aos homens de propriedade, a conquista e o gozo da
liberdade civil e política.
Através dessa liberdade que
foi concebida como natural, destes direitos civis e políticos, era agora
assegurada pelos próprios indivíduos que transformados em cidadãos e não mais
por uma autoridade monárquica de origem divina ou humana.