Logo ao começar o texto Perry Anderson já nos coloca o conceito de modo de produção feudal que designa que foi um modo de produção regido pela terra e por uma economia natural, na qual nem o trabalho nem os produtos do trabalho eram bens. Ressalta que essas propriedades agrícolas eram controladas privadamente por uma classe de senhores feudais, que extraíam um excedente de produção dos camponeses através de uma relação político-legal de coação. Por sua vez, os camponeses estavam sujeitos à jurisdição de seu senhor.
Essa classe camponesa de quem era extraído o excedente nesse sistema habitava então um mundo social de direitos e poderes superpostos, e a própria pluralidade nas instâncias de exploração. A partir desse contexto de relação existente entre esses senhores feudais e camponeses é observado que esse “monarca” não poderia representar um soberano supremo acima de seus súditos, a única interligação que existia era de fato que estavam ligados por laços de feudalidade. Para um bom entendimento esse “monarca” não viria a ter acesso direto à população como um todo, visto que a intermediação dava-se por muitas camadas de subfeudos, e fora dessas propriedades, o senhor era uma figura decorativa.
Enfim, o texto consiste nessa relação de modo de produção feudal, dinâmica feudal e crise geral observando todos os aspectos do feudalismo na Europa Ocidental. Por esse feudalismo que surgiu no século X, expandiu-se no século XI e veio atingir o seu ápice no final do século XII e XIII. Por esse século XIII percebe-se que o feudalismo europeu já havia produzido uma civilização unificada e desenvolvida, com o avanço em relação às comunidades rudimentares e fragmentadas da Idade Média.