quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Modo de Produção Feudal


Logo ao começar o texto Perry Anderson já nos coloca o conceito de modo de produção feudal que designa que foi um modo de produção regido pela terra e por uma economia natural, na qual nem o trabalho nem os produtos do trabalho eram bens. Ressalta que essas propriedades agrícolas eram controladas privadamente por uma classe de senhores feudais, que extraíam um excedente de produção dos camponeses através de uma relação político-legal de coação. Por sua vez, os camponeses estavam sujeitos à jurisdição de seu senhor.
Essa classe camponesa de quem era extraído o excedente nesse sistema habitava então um mundo social de direitos e poderes superpostos, e a própria pluralidade nas instâncias de exploração. A partir desse contexto de relação existente entre esses senhores feudais e camponeses é observado que esse “monarca” não poderia representar um soberano supremo acima de seus súditos, a única interligação que existia era de fato que estavam ligados por laços de feudalidade. Para um bom entendimento esse “monarca” não viria a ter acesso direto à população como um todo, visto que a intermediação dava-se por muitas camadas de subfeudos, e fora dessas propriedades, o senhor era uma figura decorativa.
Enfim, o texto consiste nessa relação de modo de produção feudal, dinâmica feudal e crise geral observando todos os aspectos do feudalismo na Europa Ocidental. Por esse feudalismo que surgiu no século X, expandiu-se no século XI e veio atingir o seu ápice no final do século XII e XIII. Por esse século XIII percebe-se que o feudalismo europeu já havia produzido uma civilização unificada e desenvolvida, com o avanço em relação às comunidades rudimentares e fragmentadas da Idade Média.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A CRISE DO FEUDALISMO


O texto passa uma leitura de autores contemporâneos que situam o período histórico da passagem do feudalismo ao capitalismo e analisam o inicio da desintegração do modo de produção feudal. Sintomas da crise, revoltas camponesas, efeitos da Peste Negra em 1348 enfim, todos esses fatores são apresentados no texto de forma clara.
Entre os argumentos que são apresentados destacam-se o de Perry Anderson e Giuliano Conte. O primeiro apresenta um ponto básico e primordial que é o caso das questões agrícolas que tinham afetado a Europa naquele momento. Elementos desse fenômeno já estavam bem determinados. Percebe que a população a cada dia que passava aumentava, consequentemente as terras iam ter uma menor rentabilidade, pois os solos deteriorizavam-se devido aos erros de exploração e ao caráter febril das atividades. Observa que no período entre (1315-1316) foram anos de fome na Europa.
Por sua vez, Giuliano Conte faz uma análise dessa crise a partir do olhar do materialismo histórico. Luta de classes, aparecimento da renda na economia foram de fato responsáveis pela desagregação do feudalismo “clássico”.
Importância dos excedentes para o senhor perpassa  por quatro pilares essencialmente são eles:
 1. Extensão das terras cultiváveis do senhor;
 2.Mão-obra-disponível;
 3. Nivel de subsistência dos produtores;
 4. Produtividade média do trabalho.

E para finalizar outro sintoma da crise que aflorou em Florença na Itália que é o caso da Peste Negra. Essa peste vem a provocar mudanças no comportamento das pessoas e conseqüências sociais visíveis. O texto passa uma visão de que o fato ocorrido foi retratado no contexto do mundo religioso.
Fica em evidência a clareza do respectivo texto e o acompanhamento do contexto onde perpassam os acontecimentos tidos em plena Europa. Leitura simples e objetiva.