quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Texto 07

 A SOCIEDADE DE CORTE-         Nobert Elias


O texto vem descrever uma sociedade francesa no contexto do absolutismo. Ressalto que o absolutismo foi um período de dominação por parte dos reis. Conseqüentemente toda uma forma de dominação é resultado de uma luta social, é a consolidação do modo de distribuição do poder que resulta dessa luta.
O foco do texto em si é o absolutismo francês, a principio vem fazer comparações com o absolutismo prussiano que só veio a acontecer depois da França e em uma forma mais consolidada. Apresenta reis como Henrique IV, Luís XIV. Esses reis tinham o seu poder ilimitado certamente consideravam-se indivíduos acima das possibilidades e interdependências sociais porque não parecem pertencer diretamente a uma das camadas sociais de seu povo. Isso vem explicar o seu comportamento e de seus efeitos a partir de sua personalidade. 
Para Luís XIV a nobreza constituía sua sociedade. Ele pertencia a ela e necessitava dela como sociedade. Contudo, ao mesmo tempo, distanciava-se dela na mesma medida em que sua posição de poder o alçava sobre todos os outros nobres. Ressalta que já existia uma luta entre a nobreza e a realeza há muito tempo. Nesse sentido o aumento do poder dessa realeza sobre os nobres foi ampliado como conseqüência dos deslocamentos sociais que se deram fora de esfera de dominação dos reis ou dos indivíduos e mesmo de determinados grupos de indivíduos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Texto 06


O ESTADO ABSOLUTISTA NA EUROPA MODERNA-    Adhemar Marques Org.

O texto vem propor a visão do Mundo Moderno e conseqüentemente a consolidação dos Estados absolutistas na Europa Moderna. Afirma que é nesse período moderno que vamos acompanhar o rompimento do isolamento das comunidades locais para marcos sócio-geográficos maiores, em decorrência desse fato vão sendo constituídos Estados- Nações.
Deixa Claro que na visão de Estados Absolutistas, muitas vezes associada como uma expressão de dar idéia de um poder ilimitado e sem controle por parte dos reis europeus, o que não ocorreu, uma vez que limites sempre estiveram presentes.
O texto vai nos colocar em contato com textos e documentos que permite fazer uma leitura mais crítica dessas idéias, tais como: Maquiavel, Hobbes, Bodin, Bousset. A principio Michel Morineau define Estado através de dois conceitos. “Estado como nação: uma entidade global superior as províncias”; e “Por Estado entende-se também uma organização central, englobando e gerindo a nação”.
Por ocasião os sinais mais patentes desse Estado no século XVI estaria atribuído a cobrança de impostos, o exército, e a criação de um corpo de funcionários ou oficiais, designados e diretamente dependentes do rei. Logo adiante o autor nos coloca em contato com os principais teóricos absolutistas. A começar por Maquiavel através do trecho de seu livro o Príncipe, a principal função que acarreta será a desvinculação da ética da prática política. Itália tempos em que é abalada por fortes crises políticas, ameaças externas e ausência de unidade nacional, por isso o Príncipe vai se basear na sua tentativa de encontrar um processo que instale um Estado duradouro.
Seguindo a trajetória dos teóricos encontramos Thomas Hobbes que através do contrato social vem a justificar e existência de poder absoluto dos reis. Para Hobbes o caminho para encontrar alguém apto para gerir o Estado e defender de invasões estrangeiras está na escolha de um homem, nesse sentido acarreta que essa escolha tem que ser vista através da pluralidade de votos, eleger alguém que possa ter as suas vontades. De forma mais clara eleger um homem ou uma assembléia de homens que representem a sua personalidade. Feito isso é como Hobbes nos coloca “Autorizo e transfiro a este homem ou assembléia de homens meu direito de governar-me a mim mesmo, com a condição de que todo vós transferireis a ele vosso direito, e autorizareis todos seus atos da mesma maneira”.
Jacques- Bénigne Bossuet já vem falar da teoria do Direito Divino dos Reis. Nesse contexto aborda a questão da submissão dos súditos. Para ele os reis são deuses e participam de alguma maneira da independência divina, acredita-se que o rei quando vê do alto, vê melhor e deve obedecê-lo sem reclamações, ou mesmo sem murmurar.
Para concluir temos as idéias de Jean Bodin que assim com Bossuet nos apresenta para o caráter divino dos reis. Para Bodin o rei deve ponderar suas ações entre nobres e plebeus, ricos e pobres, mas que existisse alguma vantagem dos nobres sobre os plebeus. Para plebeus era preferido situar-se em estados de guerra, em contrapartida colocariam os ricos em igualdade das demais-condições.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A TRANSIÇÃO FEUDALISMO/CAPITALISMO: EXPROPRIAÇÃO E ACUMULAÇÃO


 É na acumulação primitiva que se percebe um dos aspectos fundamentais para se compreender a transição feudalismo/capitalismo. Um momento que se estende do século XV ao século XVIII numa fase que se denomina pré-capitalismo.
Três vertentes são apresentadas em relação aos mecanismos de acumulação ao qual se destacam a agricultura, o comércio e a indústria. Seguindo essa visão o fato da agricultura se destacar refere-se em função da elevação das rendas dos proprietários e das transações imobiliárias com terras de maior valor.
Dando seqüência ao texto, o autor vem nos propor questionamentos sobre questões como cercamentos, acumulação e a concentração de capital e, por fim a questão da produção industrial. Logo de inicio deixo claro que o movimento desses cercamentos não agradou a população, por sua vez, esse processo não vingou de maneira pacífica, uma vez que a resistência camponesa às leis dos cercamentos foi uma constante. Vale lembrar que os camponeses eram expulsos e substituídos dando lugar a criação de ovelhas.
Já na questão de acumulação e concentração é observado que o autor vem a discutir se era realmente necessária uma acumulação prévia em plena produção capitalista, nesse sentido outras questões são colocadas como, por exemplo, a concentração do capital na mão de poucos. Essa concentração dava-se através da propriedade de bens e a uma transferência de propriedade, e não à quantidade existente de instrumentos de produção tocável.
Finalizando esses termos da fase de transição do Feudalismo para o Capitalismo a questão da produção Industrial é abordada em três sentidos: A indústria caseira, A indústria na Inglaterra no século XVI, e por último o surgimento do capital industrial. Ao tratar-se da indústria caseira levamos em conta que foi essencialmente rural, e aplicado em regiões férteis, pois existia além desse trabalho com o cultivo da terra o trabalho artesanal realizado em casa. Por a indústria na Inglaterra no século XVI percebe que o autor vem a analisar a questão da tecnologia “industrial”. Essa organização industrial dividia-se em três partes: o sistema das guildas, o sistema doméstico e o sistema de fábricas.
Por esses sistemas vale ressaltar que o sistema doméstico passou por uma fase obscura e o sistema das guildas ultrapassou o século XVI.