O texto já assinala
inicialmente o contexto do século XVIII que pode ser entendido como o último
momento de transição do feudalismo para o capitalismo.
A partir daí o texto nos
apresenta os fatores determinantes da crise de uma maneira mais clara para a compreensão
desse problema. O autor vem a colocar diferentes visões sobre o assunto. A
começar temos a visão de Suzanne Pillogert onde ela vai apontar para o declínio
da produção metálica americana como fator preponderante da crise do século
XVII.
Faz-se então uma comparação
entre o século XVI onde se vive um período de progresso onde metais preciosos
são descobertos, expansão econômica, alta de preços e da produção.
Ao contrario como presenciou
o século XVII é um período de inquietudes onde vai existir o afrouxamento da
produção de metais preciosos. Fica claro também que essa quantidade extraída
ainda aumenta, mas o ritmo já não é mais o mesmo do que o século antecedente.
Esses sintomas surgem no momento em que a expansão da economia européia, que é
o motor da economia mundial vai passar a exigir um volume superior de
numerários.
Ainda nesse século
percebemos um longo período de recessão. Essa recessão vai ocorrer pelos
motivos colocados acima. E só vem a melhorar na primeira metade do século XVIII
com a chegada ao mercado mundial de novas quantidades de metal precioso.
No artigo proposto por Eric
Hobsbawm o autor vai nos apresentar a crise geral da economia européia no
século XVII como momento em que os limites que estabelecem entraves à plena
produção capitalista são removidos.
O que Hobsbawm propõe é o
ordenamento das provas que vai demonstrar a existência da crise geral. Aponta
no seu texto algumas conseqüências sobre esse período de “estagnação”,
sobretudo quando se fala das grandes potencias européias. Exemplificando algum
dos acontecimentos no continente europeu. O Mediterrâneo deixa de ser o centro
mais importante de influência econômica, política e também cultural. Outras
regiões vão fazer parte desse contexto como: Veneza, Alemanha, Dinamarca etc. O
que faz perceber é que a crise afeta todos os países europeus.
Enquanto ao comércio, a
crise foi mais geral. As duas principais zonas do comércio internacional, o
Mediterrâneo e o Báltico, passaram por uma revolução e, possivelmente, por um
declínio transitório no volume de seu comércio.
Seguindo o texto nos
deparamos com Lublinskaya onde ela credita que devemos olhar para as
especificidades de cada país e não generalizar. O que para alguns países
acontece de forma acelerada essa passagem para capitalismo, outros não
acontecem da mesma forma. Como por exemplo, Holanda juntamente com a
Inglaterra, em contrapartida a França.
No primeiro caso onde esses
países vão relativamente à frente, aumenta conseqüentemente a sua participação
política. O caso da França é mais delicado já que se tratava de um país onde as
guerras civis do século XVI vão frear consideravelmente esse processo do
capitalismo industrial e comercial.
O mesmo acontece no período
1610-1629 onde o capitalismo volta a encontrar obstáculos. A França vive um
período de aristocracia feudal.
Dentro esse contexto a
presença de Luis XIII vai dar aos aristocratas a esperança de pôr o rei sob sua
tutela com a finalidade de dirigir a política interna e externa em seu próprio
proveito.
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