quinta-feira, 24 de maio de 2012

TEXTO 07- A CRISE DO SÉCULO XVII (ADHEMAR MARQUES ORG.)


O texto já assinala inicialmente o contexto do século XVIII que pode ser entendido como o último momento de transição do feudalismo para o capitalismo.
A partir daí o texto nos apresenta os fatores determinantes da crise de uma maneira mais clara para a compreensão desse problema. O autor vem a colocar diferentes visões sobre o assunto. A começar temos a visão de Suzanne Pillogert onde ela vai apontar para o declínio da produção metálica americana como fator preponderante da crise do século XVII.
Faz-se então uma comparação entre o século XVI onde se vive um período de progresso onde metais preciosos são descobertos, expansão econômica, alta de preços e da produção.
Ao contrario como presenciou o século XVII é um período de inquietudes onde vai existir o afrouxamento da produção de metais preciosos. Fica claro também que essa quantidade extraída ainda aumenta, mas o ritmo já não é mais o mesmo do que o século antecedente. Esses sintomas surgem no momento em que a expansão da economia européia, que é o motor da economia mundial vai passar a exigir um volume superior de numerários.
Ainda nesse século percebemos um longo período de recessão. Essa recessão vai ocorrer pelos motivos colocados acima. E só vem a melhorar na primeira metade do século XVIII com a chegada ao mercado mundial de novas quantidades de metal precioso.
No artigo proposto por Eric Hobsbawm o autor vai nos apresentar a crise geral da economia européia no século XVII como momento em que os limites que estabelecem entraves à plena produção capitalista são removidos.
O que Hobsbawm propõe é o ordenamento das provas que vai demonstrar a existência da crise geral. Aponta no seu texto algumas conseqüências sobre esse período de “estagnação”, sobretudo quando se fala das grandes potencias européias. Exemplificando algum dos acontecimentos no continente europeu. O Mediterrâneo deixa de ser o centro mais importante de influência econômica, política e também cultural. Outras regiões vão fazer parte desse contexto como: Veneza, Alemanha, Dinamarca etc. O que faz perceber é que a crise afeta todos os países europeus.
Enquanto ao comércio, a crise foi mais geral. As duas principais zonas do comércio internacional, o Mediterrâneo e o Báltico, passaram por uma revolução e, possivelmente, por um declínio transitório no volume de seu comércio.
Seguindo o texto nos deparamos com Lublinskaya onde ela credita que devemos olhar para as especificidades de cada país e não generalizar. O que para alguns países acontece de forma acelerada essa passagem para capitalismo, outros não acontecem da mesma forma. Como por exemplo, Holanda juntamente com a Inglaterra, em contrapartida a França.
No primeiro caso onde esses países vão relativamente à frente, aumenta conseqüentemente a sua participação política. O caso da França é mais delicado já que se tratava de um país onde as guerras civis do século XVI vão frear consideravelmente esse processo do capitalismo industrial e comercial.
O mesmo acontece no período 1610-1629 onde o capitalismo volta a encontrar obstáculos. A França vive um período de aristocracia feudal.
Dentro esse contexto a presença de Luis XIII vai dar aos aristocratas a esperança de pôr o rei sob sua tutela com a finalidade de dirigir a política interna e externa em seu próprio proveito.

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