quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A TRANSIÇÃO FEUDALISMO/CAPITALISMO: EXPROPRIAÇÃO E ACUMULAÇÃO


 É na acumulação primitiva que se percebe um dos aspectos fundamentais para se compreender a transição feudalismo/capitalismo. Um momento que se estende do século XV ao século XVIII numa fase que se denomina pré-capitalismo.
Três vertentes são apresentadas em relação aos mecanismos de acumulação ao qual se destacam a agricultura, o comércio e a indústria. Seguindo essa visão o fato da agricultura se destacar refere-se em função da elevação das rendas dos proprietários e das transações imobiliárias com terras de maior valor.
Dando seqüência ao texto, o autor vem nos propor questionamentos sobre questões como cercamentos, acumulação e a concentração de capital e, por fim a questão da produção industrial. Logo de inicio deixo claro que o movimento desses cercamentos não agradou a população, por sua vez, esse processo não vingou de maneira pacífica, uma vez que a resistência camponesa às leis dos cercamentos foi uma constante. Vale lembrar que os camponeses eram expulsos e substituídos dando lugar a criação de ovelhas.
Já na questão de acumulação e concentração é observado que o autor vem a discutir se era realmente necessária uma acumulação prévia em plena produção capitalista, nesse sentido outras questões são colocadas como, por exemplo, a concentração do capital na mão de poucos. Essa concentração dava-se através da propriedade de bens e a uma transferência de propriedade, e não à quantidade existente de instrumentos de produção tocável.
Finalizando esses termos da fase de transição do Feudalismo para o Capitalismo a questão da produção Industrial é abordada em três sentidos: A indústria caseira, A indústria na Inglaterra no século XVI, e por último o surgimento do capital industrial. Ao tratar-se da indústria caseira levamos em conta que foi essencialmente rural, e aplicado em regiões férteis, pois existia além desse trabalho com o cultivo da terra o trabalho artesanal realizado em casa. Por a indústria na Inglaterra no século XVI percebe que o autor vem a analisar a questão da tecnologia “industrial”. Essa organização industrial dividia-se em três partes: o sistema das guildas, o sistema doméstico e o sistema de fábricas.
Por esses sistemas vale ressaltar que o sistema doméstico passou por uma fase obscura e o sistema das guildas ultrapassou o século XVI.

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