O texto passa uma leitura de autores contemporâneos que situam o período histórico da passagem do feudalismo ao capitalismo e analisam o inicio da desintegração do modo de produção feudal. Sintomas da crise, revoltas camponesas, efeitos da Peste Negra em 1348 enfim, todos esses fatores são apresentados no texto de forma clara.
Entre os argumentos que são apresentados destacam-se o de Perry Anderson e Giuliano Conte. O primeiro apresenta um ponto básico e primordial que é o caso das questões agrícolas que tinham afetado a Europa naquele momento. Elementos desse fenômeno já estavam bem determinados. Percebe que a população a cada dia que passava aumentava, consequentemente as terras iam ter uma menor rentabilidade, pois os solos deteriorizavam-se devido aos erros de exploração e ao caráter febril das atividades. Observa que no período entre (1315-1316) foram anos de fome na Europa.
Por sua vez, Giuliano Conte faz uma análise dessa crise a partir do olhar do materialismo histórico. Luta de classes, aparecimento da renda na economia foram de fato responsáveis pela desagregação do feudalismo “clássico”.
Importância dos excedentes para o senhor perpassa por quatro pilares essencialmente são eles:
1. Extensão das terras cultiváveis do senhor;
2.Mão-obra-disponível;3. Nivel de subsistência dos produtores;
4. Produtividade média do trabalho.
E para finalizar outro sintoma da crise que aflorou em Florença na Itália que é o caso da Peste Negra. Essa peste vem a provocar mudanças no comportamento das pessoas e conseqüências sociais visíveis. O texto passa uma visão de que o fato ocorrido foi retratado no contexto do mundo religioso.
Fica em evidência a clareza do respectivo texto e o acompanhamento do contexto onde perpassam os acontecimentos tidos em plena Europa. Leitura simples e objetiva.
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